GRAÇA PIRES – POSTAL DE PARIS

 

 

 

Construir um rosto suspenso em alegria

e saber que são possíveis todas as visões do amor.

Como uma pintura de Picasso.

Como se dimensionássemos o olhar

em fotografia de afectos

por ser tão breve tudo o que nos deslumbra.

Como se fora tão antiga e tão nova

a memória da luz rasante

onde o espaço do poema

já não é o Tejo, mas o Sena.

Em Paris, acedemos à fantástica travessia das manhãs.

Por isso vagueámos pelas ruas

inventando veredas em direcção ao vento.

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